Veja como funciona a correção da redação do ENEM e os critérios utilizados para determinar a nota!

Entender como funciona a correção da redação do ENEM e os elementos avaliados pela banca examinadora é essencial para conseguir um bom resultado, uma vez que a nota conquistada é importante para a média final.

A pontuação da redação tem peso substancial e serve como critério de aprovação em diversos processos seletivos. Logo, obter uma boa classificação é a chave para conquistar uma vaga no ensino superior.

A seguir, vamos explorar os detalhes avaliados na redação do ENEM para que você possa se preparar para ter um bom desempenho no exame. Continue com a gente e boa leitura!

Como funciona a correção da redação do ENEM?

Antes de mais nada, é importante saber quem faz essas correções. Cada texto é revisado por dois professores formados em Linguística ou Letras. Estes avaliadores são escolhidos em processo seletivo e, após classificados, ainda passam por curso de capacitação.

O INEP organiza, todo ano, uma seleção de profissionais seguida de vários treinamentos, para que exista uma padronização nas avaliações. Para se ter uma ideia, a média de candidatos para avaliador de redação do ENEM chega a 5 mil.

É importante destacar que os profissionais responsáveis pela correção da redação do ENEM não têm autonomia para atribuir a nota final à redação. Durante o processo de leitura, um não conhece a pontuação atribuída pelo outro.

Ao entender como funciona a correção da redação do ENEM, saiba que os revisores são orientados a observar cinco competências:

  • demonstrar domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa;
  • compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo em prosa;
  • selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista;
  • demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação;
  • elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.

A partir dos pontos destacados, o avaliador faz uma análise em uma plataforma online. A cada avaliador, são distribuídas 200 redações por dia e a pessoa deve corrigir, pelo menos, 150 diariamente. É bom destacar que nenhum texto é enviado com a identificação do autor. 

Cada redação, como já dito, é direcionada a dois avaliadores. Então, pelo funcionamento do sistema, você já pode perceber que existe uma aleatoriedade para buscar uma avaliação neutra. De posse do texto, o avaliador analisa o desempenho do candidato e atribui sua nota.

Como funciona a nota da redação do ENEM?

Para definir a nota da redação, o avaliador deve atribuir, em cada tópico, uma pontuação de 0 a 200. O valor final será a média aritmética, ou seja, a soma das avaliações divididas por cinco, que é o número de competências. Ao final, o participante pode chegar a 1000 pontos.

Caso o desempenho tenha uma diferença superior a 80 pontos em uma das competências, a redação segue para um terceiro avaliador.

Depois disso, as duas notas mais próximas serão consideradas e, então, somadas e divididas por dois. O resultado do avaliador que teve discrepância será descartado. O resultado desta conta será, por fim, a nota da redação do ENEM.

Porém, se mesmo após três correções, não houver uma conclusão sobre o desempenho, o texto do candidato será corrigido por uma banca de avaliadores composta por três docentes. Daí, a nota final será atribuída.

Quando a redação pode ser zerada?

Você viu acima todo o fluxo que é seguido para definir uma média que será a nota final da redação. Mas algumas razões levam a anulação do texto, nestes casos, os usuários recebem nota zero.

Segundo o Guia do Participante, a redação do ENEM é zerada quando:

  • houver fuga total do tema;
  • a redação tiver extensão de até sete linhas manuscritas ou dez linhas em Braille;
  • o autor não obedecer ao modelo dissertativo-argumentativo;
  • o autor copiar os textos da prova de redação ou do caderno de questões sem, no entanto, redigir pelo menos oito linhas próprias;
  • deixar a folha de redação em branco;
  • texto ilegível que impossibilite a leitura;
  • texto escrito predominantemente em língua estrangeira.
  • assinar a prova fora do local designado ou indicar qualquer tipo de identificação; 
  • trecho desconexo do tema proposto;
  • inserir números ou sinais gráficos sem função clara no texto;
  • atribuir desenhos ou impropérios na folha de redação.

Como funciona a correção da redação do ENEM de candidatos com deficiência?

Em relação à redação da prova, o Decreto nº 5.626, de 22 de dezembro de 2005, determina a adoção de medidas para facilitar a aplicação do ENEM para deficientes auditivos.

Anos depois foi possível uma mudança para aceitar a redação do ENEM em escrita braille e a adoção de banca examinadora específica para a correção dos textos.

Candidatos com dislexia têm textos corrigidos conforme as especificidades relacionadas à condição. Pessoas com Transtorno do Espectro Autista têm, desde a edição de 2020, textos avaliados por uma banca especializada. Os critérios obedecem ao inciso VI do art. 30 da Lei nº 13.146, de 6 de junho de 2015.

A correção da redação do ENEM é uma etapa criteriosa e com diversas exigências e complexidades para que se mantenha a isonomia na nota final do exame. Portanto, é necessário investir em um bom preparo para que seu texto passe pela avaliação com excelência, aumentando sua média.

E agora que você já sabe dessas informações, confira nosso conteúdo sobre como estudar para o ENEM e garanta um bom desempenho em todas as etapas do exame!

O que mais cai em Química no ENEM? Confira e não fique perdido na prova!

A matéria de Química é uma das disciplinas mais importantes da prova do ENEM e ter um bom desempenho pode definir a sua entrada no ensino superior, dependendo da pontuação obtida.

Esta disciplina faz parte da área de Ciências da Natureza e suas Tecnologias, nas quais, das 45 questões da categoria, 15 são de química. O restante é de Biologia e Física. Os temas cobrados são variados, envolvendo desde cálculos até a composição da matéria e sua transformação.

A seguir, vamos mostrar o que mais cai em Química no ENEM e como você pode se preparar para conseguir a melhor nota possível. Confira!

O que é química?

Química é o ramo da ciência que estuda a composição, as propriedades e a estrutura da matéria. Além disso, avalia as transformações sofridas durante as reações químicas e a energia envolvida nesses processos.

O grande foco desse setor é a matéria. Esse objeto de estudo é caracterizado por tudo aquilo que tem massa e ocupa um lugar no espaço. Por isso, a química analisa questões:

  • macroscópicas: são transformações capazes de serem observadas. Isso porque envolvem objetos visíveis e grandes;
  • microscópicas: consiste na interpretação dos fenômenos visíveis a partir das transformações que não podem ser vistas. Por exemplo, o reordenamento dos átomos;
  • simbólicas: representa o uso de símbolos químicos, equações e fórmulas matemáticas para representar essas mudanças e esses fenômenos.

Como é a prova de Química do ENEM?

Para saber o que mais cai em Química no ENEM, é preciso saber como este caderno funciona. As perguntas referentes a essa disciplina totalizam 15 questões. Elas podem abranger vários assuntos, tais como:

  • Química Orgânica;
  • Fenômenos Químicos;
  • Eletroquímica;
  • Estequiometria;
  • Termoquímica;
  • Separação de Misturas;
  • Estudo das Moléculas;
  • Ligações e Interações;
  • Radioatividade;
  • Química Ambiental.

O que mais cai em Química no ENEM

Agora que você entendeu esse cenário, que tal conferir os assuntos de Química que mais caem no ENEM? Veja quais são os principais para evitar surpresas na hora da prova!

Química orgânica

É o campo de estudo voltado para os compostos de carbono. Como esse elemento está presente em vários objetos, é um dos exemplos do que mais cai em Química no ENEM. As principais perguntas estão relacionadas a:

  • funções orgânicas;
  • isometria;
  • propriedades e características do carbono;
  • nomenclatura;
  • reações orgânicas.

Química inorgânica

Estuda todos os elementos químicos diferentes do carbono, além dos compostos formados por eles. Dentre os assuntos mais presentes, estão:

  • bases;
  • ácidos;
  • sais;
  • óxidos;
  • reações inorgânicas.

Misturas e técnicas de separação

As misturas são classificadas em homogêneas e heterogêneas. Consistem em porções de matéria formadas por mais de uma substância. Para se preparar para o ENEM, estude sobre os tipos existentes e os principais métodos de separação.

Estequiometria

É a área que avalia as relações de massa nas reações químicas. Por meio desses cálculos, é possível chegar à proporção certa entre consumidos, reagentes e produtos formados. Por isso, prepare-se para encarar perguntas relacionadas a:

  • fórmulas químicas;
  • cálculos estequiométricos;
  • noções de proporcionalidade.

Polaridade e forças intermoleculares

Abrange a forma da ligação dos átomos e a consequente formação de diferentes substâncias. Ainda estuda a interação entre as moléculas. Dentre os assuntos de Química que mais caem no ENEM, a polaridade e as forças intermoleculares estão entre eles. Por isso, concentre-se especialmente em:

  • ponto de fusão e ebulição de substâncias orgânicas e inorgânicas;
  • propriedades da matéria.

Química ambiental

Aparece em questões que também abrangem a biologia. Isso porque estuda os efeitos gerados pela liberação de compostos e elementos químicos no ambiente. Dentre os assuntos mais frequentes em química no ENEM, estão:

  • ciclos biogeoquímicos;
  • tipos de poluição ambiental;
  • mudanças climáticas;
  • gases do efeito estufa e aquecimento global;
  • combustíveis fósseis e alternativas geradas a partir de fontes renováveis.

Termoquímica

Avalia a quantidade de calor liberada ou absorvida em fenômenos físicos e reações químicas. Vale a pena estudar, especialmente:

  • Lei de Hess;
  • entalpia de reação;
  • variação de energia.

Eletroquímica

Essa área estuda as transformações da energia química em elétrica. O contrário também é válido. Por isso, prepare-se estudando os seguintes temas de Química para o ENEM:

  • NOX;
  • reações de oxidação e redução;
  • pilhas;
  • fenômeno de corrosão de metais;
  • eletrólise.

Físico-química

Correlaciona essas duas áreas para estudar transferências de energia em processos químicos, soluções e velocidade das reações. Os temas que mais caem de Química no ENEM são:

  • molaridade;
  • solubilidade;
  • titulação;
  • diluição.

Equilíbrio químico

Abrange o estudo das reações químicas reversíveis, tanto no sentido direto quanto indireto. O equilíbrio químico define a velocidade de formação da substância a partir da pressão, da temperatura e da concentração da solução. Aqui, costumam cair questões sobre:

  • constante de ionização;
  • Princípio de Le Chatelier;
  • constante de equilíbrio;
  • pH e pOH;
  • deslocamento de equilíbrio.

Química geral

Abrange os aspectos básicos dessa área da ciência. Dentre eles, estão:

  • evolução dos modelos atômicos;
  • tabela periódica e propriedades;
  • ligações químicas;
  • distribuição eletrônica;
  • geometria molecular.

Como estudar Química para o ENEM?

Na hora de estudar para o ENEM, as dicas são iguais aos de estudos das outras matérias. Ainda assim, vale a pena reforçá-las. Veja quais são elas:

  • resolva muitas questões. Essa é uma forma de internalizar os conhecimentos e saber fazer os cálculos necessários;
  • revise os conteúdos, de preferência, a cada 15 dias. Conforme for acertando as matérias, pode aumentar a correção para mensalmente ou a cada 2 meses;
  • faça bons resumos. Eles ajudam a fixar os conceitos-chave e as fórmulas importantes;
  • crie um cronograma de estudos eficiente. Assim, você terá a base para rever os conteúdos com frequência e evitar a procrastinação;
  • assista a explicações sobre o tema. Existem vários vídeos de qualidade que podem te ajudar a superar a nota de corte do ENEM e entrar para a universidade.

Com todas essas dicas, você poderá se preparar melhor para essa prova. Afinal, sabendo o que mais cai em Química no ENEM, torna-se mais fácil conseguir a sua vaga no ensino superior.

Além das questões objetivas do exame, é importante estar por dentro dos assuntos da atualidade para tirar uma boa nota na etapa discursiva. Confira nosso conteúdo com 17 temas para a redação do ENEM e prepare-se!

Perguntas frequentes

Você sabe quais são as principais matérias de exatas do ENEM? Confira e comece a estudar para o exame!

Para se dar bem no ENEM e nos principais vestibulares, é importante saber os temas abordados para conseguir planejar os estudos. E quando falamos das matérias de exatas, muitos estudantes ficam preocupados diante da dificuldade que estas disciplinas geralmente proporcionam.

Porém, mesmo que haja esse receio, ao se dedicar e seguir uma rotina eficiente, é possível ter um bom desempenho para conquistar uma excelente nota.

A seguir, vamos te ajudar apresentando as principais matérias desta categoria, com os assuntos que mais caem no exame e algumas dicas para facilitar seu aprendizado. Continue com a gente e fique por dentro!

O que são matérias de exatas?

São as matérias que estão relacionadas à matemática, cálculos e resolução de problemas, utilizando a lógica. Com isso, é a área para quem gosta de números, de resolver fórmulas e de testar hipóteses.  

Então, diferentemente das matérias da área de humanas, marcadas por reflexões mais subjetivas, as disciplinas de exatas são pautadas na objetividade. Além disso, vale destacar a importância do campo das exatas para os avanços tecnológicos e para a inovação.

Quais as matérias que compõem essa categoria?

As matérias de exatas são Química, Física e Matemática, sendo que, no ENEM, elas estão nas áreas de Matemática e Suas Tecnologias e de Ciências da Natureza e Suas Tecnologias — que engloba Química e Física. 

Acompanhe abaixo as características de cada uma dessas disciplinas!

Química

A Química se volta para as propriedades da matéria (corpo que tem massa e ocupa um lugar no espaço), sua estrutura e composição. Estuda ainda as transformações de substâncias e partículas, as leis naturais envolvidas nessas mudanças e a quantidade de energia absorvida ou liberada.

É uma área que pode ter ainda outras divisões, como a Química Orgânica, que faz o estudo de compostos de carbono (compostos orgânicos) e suas reações. Tem ainda a Química Inorgânica, que estuda compostos que não têm carbono, ou seja, que não são provenientes de matérias orgânicas.

Assim, é nas aulas de Química que você estuda sobre os átomos, a tabela periódica e os elementos químicos.

Física 

É um campo do conhecimento que estuda os fenômenos que ocorrem na natureza. Assim, é o estudo da matéria, energia, partículas, força e luz, buscando sempre explicações objetivas para o que ocorre no universo. A Física tem algumas divisões, como:

  • óptica (estudo da luz);
  • mecânica (estudo do movimento);
  • termologia (estudo do calor);
  • acústica (estudo do som);
  • eletricidade e magnetismo (estudo de fenômenos elétricos e magnéticos);
  • física moderna (estudos voltados para a relatividade, física quântica e nuclear).

Matemática

Por último, tem a matéria de exatas mais conhecida pelos alunos: a Matemática. Trata-se de uma área do conhecimento que estuda formas, medidas, números, grandezas e combinações, utilizando o raciocínio lógico e abstrato.

Assim, o aluno estuda álgebra (equações, operações e funções), geometria, trigonometria, probabilidade, entre outros eixos temáticos.

Qual a melhor forma de estudar exatas e se preparar para o ENEM?

No ENEM, o aluno terá que resolver 45 questões da área de Ciências da Natureza e suas Tecnologias (Física, Química e Biologia) e 45 questões da área de Matemática e suas Tecnologias. Então, como se preparar para essas matérias? Veja algumas dicas:

  • faça um planejamento de estudos semanal, definindo os conteúdos a serem estudados por dia;
  • separe um tempinho na semana para fazer a revisão, especialmente dos assuntos que você considera mais difícil;
  • tenha concentração na hora de estudar as teorias e fazer os cálculos, por isso fique longe do celular ou desligue o aparelho no momento das leituras e da realização dos exercícios;
  • faça e refaça os exercícios de livros e apostilas, pois você precisa treinar o raciocínio lógico e aprender as fórmulas de cada matéria;
  • resolva as provas anteriores do ENEM para entender o estilo de questão do exame;
  • não utilize calculadora para estudar, pois, na hora da prova, você precisará resolver as contas no papel;
  • estipule pequenas pausas durante os estudos para poder levantar, tomar água ou comer. Com isso, você consegue gerenciar melhor seu tempo para relaxar e retomar os exercícios com mais disposição.

Agora você já sabe quais são as matérias de exatas e como pegar firme no estudos dessas disciplinas para arrasar no ENEM e vestibulares. Apesar de ser um volume grande de conteúdo, saiba que, com planejamento na hora de estudar e dedicação, você conseguirá alcançar seus objetivos!

Ainda está perdido em como se organizar para o exame? Descubra como estudar para o ENEM e conseguir uma boa pontuação!

Outras dúvidas sobre matérias de exatas que podem ajudar

O que é argumento? Confira sua importância na redação do ENEM e 5 dicas para desenvolver esta habilidade

A redação do ENEM é uma das etapas mais exigentes do exame, sendo necessário contar com alguma bagagem para ter um bom desempenho. Neste momento, construir bons argumentos para validar seu conhecimento é a chave para encantar os avaliadores.

No conteúdo a seguir, vamos apresentar os tipos de argumento, sua importância e como desenvolver esta habilidade para fazer uma redação nota mil no ENEM. Continue com a gente e boa leitura!

O que é argumento?

Argumento é um conjunto de ideias que são usadas com a finalidade de justificar ou provar alguma informação. Existem diferentes tipos de argumentos, que podem servir para defender, persuadir ou mesmo demonstrar fatos. 

São muito utilizados em debates como forma de defender uma opinião, mas também são essenciais em provas de vestibular ou mesmo no ENEM ao demonstrar um conhecimento adquirido. 

Qual a sua importância na hora de fazer a redação do Enem?

O uso de argumentos na redação do ENEM é essencial na construção do texto, pois eles servirão de base para a avaliação de conhecimento no decorrer da prova. 

Os argumentos bem fundamentados ajudam os participantes a convencer os corretores de que você tem conhecimento sobre o assunto descrito, é por isso que vamos ensinar agora os diferentes tipos e como usar na redação do ENEM e tirar uma ótima nota na prova. Confira a seguir.

Quais os tipos de argumentos e suas principais características?

Com objetivo de diferenciar a sua redação do ENEM dos demais participantes é importante conhecer os diversos tipos de argumentos para usar de forma estratégica no seu texto. São eles:

Argumento de autoridade

Trata-se de uma reflexão que tem como base usar falas ou citações de algum especialista da área que pode ser um jornalista, médico, pesquisador (ou instituição de pesquisa) ou outra referência do assunto. 

Este tipo de argumento é usado para contribuir com o que o aluno escreveu, com a seriedade do profissional. 

Argumento por evidência (ou por comprovação)

Esta forma de justificativa se baseia em dados, pesquisa ou outra forma de comprovação ao que está sendo mencionado. Para isso, é necessário citar a fonte de referência, apresentar os resultados de uma pesquisa e mencionar quem é o autor, por exemplo. 

Este tipo de argumento na redação do ENEM ajuda a comprovar a tese, além de mostrar o conhecimento do participante sobre o assunto. Por isso, ao estudar sobre temas da atualidade, lembre-se de gravar informações e dados de pesquisa dos assuntos, pois poderão ser relevantes para sua redação. 

Argumento por comparação (ou por analogia)

Como o nome já dá indícios, é um tipo de argumento que tem como objetivo comparar dois fatos, dois elementos ou dois contextos a serem analisados. Esta também pode ser uma rica forma de mostrar seu conhecimento por meio da redação, pois terá reflexões diferentes para discorrer. 

Ela pode funcionar por meio de contraposição, onde o participante mostra duas situações e discorre sobre suas diferenças ou mesmo por meio de analogias, quando são apresentados dois contextos diferentes, mas com características semelhantes. Muito utilizada para simplificar e fortalecer sua tese.

Argumento por causa e consequência

Neste contexto a ideia fica por conta de apresentar uma causa de algo e, em seguida, suas consequências. Você apresenta um problema, por exemplo, e traz para a consciência o efeito disso. 

Também serve para facilitar a compreensão do que se está discorrendo, bem como reforçar seus argumentos durante a prova do ENEM. Além disso, demonstra de forma positiva o conhecimento sobre o assunto.  

Argumento por ilustração (ou exemplificação)

Este é o argumento onde o participante tem a chance de mostrar de forma bem didática o que está querendo falar, com exemplos do cotidiano, com fatos históricos ou mesmo exemplos fictícios. 

Ele é muito utilizado para criar conexão com leitor, além de facilitar a compreensão do que está querendo dizer. Aqui você também pode usar dados, estudo de caso, pesquisa ou mesmo analogias. 

5 dicas para desenvolver uma boa argumentação

Agora que você já compreendeu os principais tipos de argumentação, saiba como desenvolvê-los de forma criativa e objetiva para usar na redação do ENEM. 

1. Faça análises críticas da realidade

É essencial na construção de uma boa redação que se tenha conhecimento dos fatos que envolvem a sociedade, principalmente quem está estudando para o ENEM ou outro vestibular, pois temas da atualidade são corriqueiros nessas provas. 

E, para ir além dos argumentos superficiais, você vai precisar observar os principais problemas do mundo, se informar, questionar fatos, entender problemas e identificar consequências. Só então montar seus argumentos com base em tudo o que coletou de informações. 

2. Comprove suas análises com fatos

Depois de ter informações suficientes para montar argumentos sólidos, você pode usar alguns dos dados que estudou e comprovar o conhecimento, bem como trazer à prática o que se está discorrendo. 

Por exemplo, se o tema da redação do ENEM for sobre desastres climáticos você pode usar argumentos como as enchentes que ocorreram no Sul do país ou mesmo as altas das queimadas, mas para comprovar isso precisará trazer alguma informação relevante e concreta do que aconteceu. 

3. Nunca faça análises desvinculadas da realidade

É essencial na construção de bons argumentos de uma redação que você traga fatos reais do que está sendo falado, para ter relevância, credibilidade e mostrar também o seu entendimento a partir do assunto. 

4. Não se apoie apenas na opinião de grandes autores

Nomes de destaque estão nessa posição por conta da sua visibilidade, ou seja, são conhecidos por muitos, inclusive pelos avaliadores de prova. 

Para não correr o risco de criar algo semelhante ao plágio e também ter diferentes visões do assunto, busque diferentes veículos de comunicação sobre os temas mais importantes do momento. Assim, você faz sua própria análise e constrói argumentos únicos sobre o tema da redação.

5. Não faça afirmações muito vagas

Só existe uma forma de mostrar o seu conhecimento sobre o assunto, tendo material suficiente que sustente um bom argumento, portanto, não faça afirmações vagas, com achismos, sem relevância ou com frases clichês. 

Seja claro e objetivo, traga exemplos práticos e, sempre que possível, com dados. Em de falar, por exemplo, que muitas pessoas perderam as casas com a enchente, traga dados reais dos números de atingidos.

Ou então que muitas matas foram queimadas, mostre os dados de hectare e as consequências disso. Isso vai diferenciar você e demonstrar seu conhecimento sobre o tema. 

Entender o que é argumento e seus diferentes tipos é fundamental para fazer uma boa redação no ENEM. Apesar de parecer complicado em um primeiro momento, quanto mais você se informar, ler, assistir filmes, documentários ou vídeos sobre o tema, mais enriquecedor será o seu trabalho de escrita na prova. 

Se você quer saber mais sobre como funciona a redação do ENEM, quais critérios são avaliados e o que evitar de erros para esta importante prova, acesse nosso conteúdo aqui. 

Outras dúvidas sobre os tipos de argumento que podem ajudar

Confira 5 dicas de músicas para estudar que vão te ajudar a se concentrar melhor

A busca pela trilha sonora ideal durante os estudos é uma jornada comum entre estudantes que buscam otimizar sua concentração e desempenho. Afinal, os diferentes gêneros e estilos musicais têm o poder de moldar nosso estado mental de maneiras únicas. 

Ao explorar essa conexão, surge a indagação: quais tipos de músicas são mais propícias para impulsionar a concentração e a produtividade durante o estudo?

Ao longo deste texto, exploraremos diversos aspectos relacionados a esse assunto, desde os benefícios psicológicos até a importância da preferência pessoal na criação de uma playlist eficaz e dicas de músicas para estudar. Boa leitura!

Como nosso organismo reage à música?

A resposta do organismo à música é um fenômeno fascinante que envolve uma interação complexa entre o sistema nervoso, o cérebro e até mesmo as emoções. Isso proporciona ao corpo uma série de reações fisiológicas e psicológicas. 

Por exemplo, a batida de uma música rápida pode acelerar nossa frequência cardíaca e estimular a liberação de adrenalina, enquanto melodias suaves e harmoniosas têm o potencial de induzir um estado de relaxamento e estimular a criatividade.

O cérebro desempenha um papel central nesse processo, pois a música ativa diversas áreas, incluindo aquelas relacionadas à emoção, memória e coordenação motora. 

A exposição regular à música pode ter efeitos positivos na cognição, contribuindo para o desenvolvimento de habilidades como a linguagem e a concentração. Além de ajudar a diminuir os níveis de estresse

Escutar músicas para estudar é benéfico ou não?

A questão de escutar músicas para estudar é um tema frequentemente debatido, e a resposta varia conforme o método de estudo individual e o contexto de aprendizado de cada pessoa. 

Alguns defendem que a música pode ser benéfica, enquanto outros argumentam que ela pode representar uma distração.

A favor da prática, muitos acreditam que determinados tipos de melodias podem criar um ambiente propício para a concentração. As instrumentais, por exemplo, podem oferecer uma trilha sonora agradável sem a interferência de letras que poderiam desviar a atenção. 

Além disso, pode ajudar a bloquear ruídos ambientais indesejados, proporcionando um espaço mais silencioso e isolado para o estudo.

No entanto, há quem argumente que a música, mesmo instrumental, pode competir pela atenção, especialmente em tarefas que exigem grande foco. Para algumas pessoas, o silêncio é essencial para a absorção eficaz de informações.

Quais são os tipos de músicas ideais para estudar?

A escolha dos tipos de músicas para estudar pode variar conforme as preferências individuais, mas alguns gêneros e características são geralmente considerados mais propícios para promover a concentração e o desempenho cognitivo. 

Aqui estão alguns pontos a serem considerados ao selecionar músicas para estudar:

  • música instrumental: gêneros como música clássica, ambiental, jazz instrumental ou lo-fi hip-hop são populares, pois geralmente não incluem letras, reduzindo a chance de distração;
  • ritmo constante e moderado: essas podem auxiliar na manutenção do foco. Variações bruscas ou transições muito marcadas pode interromper a concentração;
  • harmonias suaves: melodias relaxantes tendem a criar um ambiente tranquilo, propício para a absorção de informações;
  • natureza e sons ambientes: sons da natureza, como chuva suave, ruído do oceano ou pássaros, podem criar um ambiente mais calmo e relaxante;
  • playlist personalizada: músicas familiares e favoritas podem ser eficazes, pois essa familiaridade pode reduzir o potencial de distração.

Lembre-se de que a escolha da música ideal pode variar de pessoa para pessoa. Buscar diferentes estilos e abordagens é uma maneira eficaz de descobrir o que funciona melhor para você. 

Esteja atento à sua própria resposta emocional e concentração ao experimentar diferentes tipos de músicas para estudar.

5 dicas de playlists com músicas para estudar

Como abordamos, a música tem um poder de influenciar nosso estado mental e emocional, transmitindo sensações como relaxamento, motivação, inspiração e foco. Para te ajudar a escolher a trilha sonora ideal, preparamos uma lista com 5 playlists:

Foco no estudo

A seleção de músicas na playlist “Foco nos Estudos” apresenta uma abordagem predominantemente instrumental, com destaque para melodias de piano e ritmos cadenciados, proporcionando um ambiente propício para a concentração. 

A maioria das faixas possui uma duração inferior a três minutos, mantendo uma consistência na sonoridade quase ambiente, ideal para quem busca uma trilha envolvente e concentrada para suas atividades acadêmicas.

Manhã Relax

A seleção “Manhã Relax” também é uma ótima alternativa para estabelecer um clima tranquilo ao iniciar o dia e se dedicar aos estudos. 

A playlist inclui faixas como “For No One”, de Caetano Veloso, “Esotérico”, de Gilberto Gil, e “Zero”, de Liniker e os Caramelows, representando o melhor da MPB com batidas suaves e relaxantes.

Meditação e Relaxamento 

Uma alternativa adicional para preservar o foco é a playlist “Meditação e Relaxamento”. Essa seleção incorpora uma variedade de sons inspirados na natureza, como ondas do mar, cantos de pássaros e os murmúrios do vento e da chuva. 

Esses elementos são harmoniosamente combinados com melodias relaxantes de violão e piano, sendo indicados para aqueles que preferem estudar com músicas instrumentais, evitando distrações causadas por letras vocais.

Lo-fi Beats

As batidas da playlist “Lo-fi Beats” são excelentes opções para criar um ambiente de fundo enquanto se lê um livro ou estuda. 

Os ritmos serenos, com batidas suaves e uma instrumentação mais minimalista, proporcionam uma estética retrô com elementos sonoros experimentais. 

Se você está em busca de uma atmosfera tranquila para manter o foco ao longo do dia, essa playlist se apresenta como uma alternativa promissora.

Nature Sounds

A seleção envolvente da “Nature Sounds” oferece uma experiência sonora única, integrando os sons da natureza, como suaves murmúrios de riachos, cantos melodiosos de pássaros e a brisa suave do vento. 

Ela foi projetada para criar um ambiente acústico relaxante e uma atmosfera calma e inspiradora para aprimorar sua concentração. 

Deixe-se levar pelos sons tranquilos da natureza enquanto embarca em uma jornada de aprendizado e descoberta.

Como você viu, utilizar músicas para estudar pode ser uma ótima estratégia para aprimorar a concentração. Desde os benefícios fisiológicos até as preferências individuais, elas desempenham um papel significativo em nossas experiências de aprendizado.

Portanto, explore as playlists sugeridas — ou crie sua própria trilha — e descubra a harmonia sonora que mais se alinha às suas necessidades.

Compartilhe essa descoberta com seus amigos nas redes sociais e proporcione a eles a oportunidade de transformar os momentos de estudo em experiências mais envolventes e produtivas!

O que é concordância verbal? Descubra suas classificações para o Enem

A concordância verbal é um dos pilares da gramática da língua portuguesa e está presente em quase todos os textos escritos e falados. Ela consiste na relação de harmonia entre o sujeito de uma oração e o verbo, que deve concordar com ele em número e pessoa. 

Para quem está se preparando para o Enem, dominar esse conceito é essencial, já que ele aparece frequentemente em questões de gramática e interpretação de texto.

A seguir, vamos explicar as regras fundamentais de concordância, apontar as principais diferenças entre concordância verbal e nominal e abordar as situações específicas, como sujeito composto e locução verbal. Boa leitura!

O que é concordância verbal?

Concordância verbal é o ajuste que ocorre entre o sujeito e o verbo de uma oração, garantindo que o verbo concorde com o sujeito em número (singular ou plural) e pessoa (primeira, segunda ou terceira). 

Esse ajuste garante que a frase esteja correta do ponto de vista gramatical e seja compreensível. A concordância verbal é essencial para garantir a clareza na comunicação. Ela é aplicada em todas as formas verbais e depende da identificação correta do sujeito da oração. 

No Enem, essa competência é avaliada tanto em questões de múltipla escolha quanto na redação, onde o uso correto da concordância pode fazer a diferença na nota.

Qual sua importância?

A concordância verbal é importante porque contribui diretamente para a construção de frases corretas e coerentes. Um erro de concordância pode comprometer o entendimento de uma mensagem e causar ambiguidade ou confusão no leitor. 

No Enem, uma redação com erros de concordância demonstra falta de domínio da norma culta da língua, o que pode impactar negativamente a avaliação do texto.

Além disso, a concordância verbal aparece frequentemente em questões de gramática, especialmente em perguntas que avaliam a capacidade do candidato de reconhecer e aplicar regras básicas da língua portuguesa. 

Diferenças entre concordância verbal e nominal

Enquanto a concordância verbal regula a relação entre o sujeito e o verbo, a concordância nominal se refere à relação de concordância entre o substantivo e seus determinantes, como adjetivos, artigos e pronomes. 

Na concordância nominal, todos esses elementos devem concordar com o substantivo em gênero (masculino ou feminino) e número (singular ou plural).

Por exemplo:

  • na concordância verbal: “As meninas cantaram.” (sujeito “meninas” + verbo “cantar”);
  • na concordância nominal: “As meninas são alegres.” (substantivo “meninas” + adjetivo “alegres”).

Esses dois tipos de concordância são fundamentais para a construção de frases corretas e devem ser aplicados simultaneamente em textos formais, como a redação do Enem.

Principais regras da concordância verbal

Existem várias regras que regem a concordância verbal, dependendo do tipo de sujeito presente na oração. A seguir, destacamos as principais regras que você precisa conhecer para o Enem!

1. Sujeito simples

Quando o sujeito é simples (ou seja, composto por um único núcleo), o verbo deve concordar com ele em número e pessoa. Veja alguns exemplos:

  • “O aluno estuda para o Enem.” (sujeito simples: “aluno”, verbo na 3ª pessoa do singular);
  • “Os alunos estudam para o Enem.” (sujeito simples: “alunos”, verbo na 3ª pessoa do plural).

Essa é a regra básica da concordância verbal e, geralmente, é a mais fácil de aplicar. No entanto, é fundamental identificar corretamente o sujeito para evitar erros, principalmente em frases mais complexas.

2. Sujeito composto

Quando o sujeito é composto (formado por dois ou mais núcleos), a concordância depende da posição dos núcleos e da forma como eles estão conectados. Veja as principais possibilidades:

  • quando os núcleos são coordenados por “e”, o verbo vai para o plural: “João e Maria estudaram juntos.”;
  • quando os núcleos estão separados por “ou” com valor de exclusão, o verbo concorda com o núcleo mais próximo: “Pedro ou João chegará primeiro.”;
  • se os núcleos indicam uma ideia de unidade ou conjunto, o verbo pode ficar no singular: “Pão e manteiga é meu café da manhã favorito.”.

Essa flexibilidade nas regras de concordância com sujeito composto exige atenção ao contexto da frase e à relação entre os núcleos do sujeito.

3. Oração sem sujeito

Em orações sem sujeito, o verbo é impessoal e fica sempre na 3ª pessoa do singular. Esse tipo de oração ocorre principalmente com verbos que indicam fenômenos da natureza ou com os verbos “haver” e “fazer” no sentido de existência ou tempo decorrido.

Exemplos:

  • “Choveu ontem à noite.” (verbo impessoal que indica fenômeno da natureza);
  • “Há muitos estudantes na biblioteca.” (verbo impessoal “haver” no sentido de existir);
  • “Faz dois anos que me formei.” (verbo “fazer” no sentido de tempo decorrido).

No Enem, orações sem sujeito costumam ser cobradas em questões que envolvem a análise sintática de frases.

4. Locução verbal

A locução verbal é formada por um verbo auxiliar mais um verbo principal (geralmente no infinitivo, gerúndio ou particípio). A concordância verbal ocorre com o verbo auxiliar, que deve concordar com o sujeito da oração.

Exemplos:

  • “Os alunos vão estudar para a prova.” (o verbo auxiliar “vão” concorda com o sujeito “alunos”);
  • “Ela está escrevendo a redação.” (o verbo auxiliar “está” concorda com o sujeito “ela”).

Em locuções verbais, o verbo auxiliar assume a flexão de número e pessoa, enquanto o verbo principal permanece na forma impessoal (infinitivo, gerúndio ou particípio).

A concordância verbal é um dos aspectos mais importantes da gramática e tem grande relevância nas questões do Enem, tanto na prova de Linguagens quanto na redação. 

Entender as regras que envolvem a concordância verbal é essencial para evitar erros e garantir a clareza e a correção do texto. Para garantir uma boa pontuação no Enem, dedique-se a praticar esse conteúdo e dominar as principais normas.

Se você quer continuar aprimorando seus conhecimentos e garantir um desempenho de excelência na prova, confira nosso conteúdo sobre Português no Enem e mantenha-se preparado!

Estudar em casa: 5 dicas infalíveis para potencializar seu aprendizado para o Enem

Para ter um bom rendimento e alcançar os objetivos, é preciso se dedicar dentro e fora da sala de aula. E para quem faz parte do modelo de ensino a distância, estudar em casa pode ser um desafio ainda maior, devido às diversas distrações que o conforto do lar proporciona. 

Com isso, seu aproveitamento estará condicionado ao seu comportamento e boas práticas adotadas para conseguir se concentrar melhor e desenvolver seu aprendizado.   

Ficou interessado em saber como estudar em casa de forma organizada no seu dia a dia? Veja neste post 5 dicas incríveis que vão te ajudar no decorrer do seu período acadêmico! 

Como estudar em casa?

A melhor maneira de obter bons resultados nos estudos é criar uma rotina que engloba cronograma, tempo e novos hábitos. Apesar da flexibilidade e praticidade, estudar em casa é um desafio que exige organização e cuidado para garantir o aprendizado. 

Como criar uma rotina de estudos em casa? Confira 5 dicas!

Em plena era digital, estudar à distância tornou-se uma prática cada vez mais comum, seja pela dificuldade em acompanhar uma rotina desgastante de trabalho e estudo ou até por condições financeiras.

Prova disso é uma pesquisa do Governo Federal, apontando que, entre 2011 e 2021, a quantidade de alunos na modalidade a distância aumentou 474%, enquanto os integrantes do modelo presencial diminuiu 23%.

Acontece que, ao passo que estudar em casa traz uma facilidade em relação as questões abordadas, qualquer distração pode comprometer o desempenho e a produtividade. Pode não parecer, mas o fato de não ter que se arrumar e sair para ir estudar, demanda muito mais organização e planejamento. 

Para ajudar você a ter um rendimento acima da média estudando em casa, selecionamos 5 dicas de como criar uma rotina dentro da sua realidade! 

1. Monte uma rotina de acordo com o seu dia a dia

Se você tivesse que sair de casa para um lugar de ensino, teria que respeitar os horários da instituição. Logo, o primeiro passo para estudar em casa é definir uma rotina diária fixa que deve ser cumprida rigorosamente. 

Paralelo às tarefas do dia, o ideal é estabelecer um mesmo horário de estudo, criando no cérebro o senso de compromisso e responsabilidade. Escolha o período da manhã, tarde ou noite, de acordo com o que é mais fácil ou confortável para você. 

É importante ter sempre em mente que o horário reservado deve ser cumprido, a menos que surja algum contratempo. A autossabotagem é muito comum no início, quando ainda não há um costume ou ritmo de estudo em casa. 

2. Elabore um planejamento de estudos

Vamos imaginar que você defina uma rotina de 4 horas de estudos por dia, é preciso dividir e aproveitar bem esse tempo. Um cronograma eficiente vai ajudar na separação por disciplinas, assuntos e temas, além do que é prioridade. 

O planejamento define uma espécie de grade de estudos para seguir e colabora para que você se mantenha disciplinado. Dependendo do que você precisa estudar, intercale os conteúdos entre Exatas e Humanas para não deixar o cérebro cansado e a rotina maçante. 

3. Busque diferentes formas de aprendizado

Esse é um ponto importante a observar, já que existe uma infinidade de formas de aprendizado. Leve em conta os seus sentidos mais apurados entre auditivo, visual e sinestésico, para definir o que será mais eficaz na sua rotina. 

Você pode optar apenas por um método ou mesclar, conforme o que precisa ser estudado, como teorias e cálculos. Entre as práticas interessantes de estudo e aprendizado, estão:

  • assistir a vídeos ou ouvir podcasts;
  • recorrer à gamificação se couber técnicas de jogo;
  • participar de grupos de estudo e discussão virtuais;
  • promover leitura em voz alta. 

4. Fuja das distrações

Tenha muito cuidado com os vilões ao estudar em casa — internet, redes sociais, pessoas, televisão — pois eles são fáceis mecanismos de distração. Uma das mais importantes ferramentas de administração do tempo, o método Pomodoro pode ajudar nesse sentido. 

O método consiste em cronometrar o tempo para usar os minutos a seu favor e manter a produtividade. Aplicado ao dia a dia de estudos em casa, para cada 1 hora você pode seguir esses passos: 

  • defina o que será estudado;
  • dedique 25 minutos sem interrupção ao conteúdo programado;
  • faça uma pausa de 5 minutos;
  • retorne para mais 25 minutos de estudo sem interrupções ou distrações;
  • nova pausa de 5 minutos e assim por diante até fechar o tempo total de estudo. 

As pausas podem ser usadas de acordo com a sua vontade (um momento para levantar e se alongar, dar uma espiada na rede social, beber água, conversar com alguém da casa). Escolha um local tranquilo e mais isolado para estudar, deixando esses minutos para as interações. 

Cuide para não se entreter e ultrapassar esse intervalo e assim não comprometer os minutos seguintes. Se preferir, crie um método próprio, desde que o tempo seja sempre contado e utilizado em benefício dos seus estudos. 

5. Faça pausas e se alimente bem

O estudo por horas a fio, sem parada, é pouco saudável pois interfere na qualidade de absorção do conteúdo. As pausas são necessárias para descansar o corpo, refrescar a mente e também se alimentar, pois o organismo precisa de energia. 

Dependendo do seu planejamento, somente os pequenos intervalos não são suficientes, logo, faça pausas mais longas. Se for estudar o dia inteiro, reserve um tempo de almoço para alimentação e digestão, voltando somente depois de se sentir disposto a retomar os estudos.

Ainda sobre o descanso, é importante saber regular o seu sono, para que você consiga ter mais disposição no dia a dia e melhorar seu poder de concentração, absorvendo o aprendizado mais facilmente.

Por que a rotina de estudos em casa é importante?

Agora você já sabe que o planejamento é essencial para um rendimento produtivo, chegou a hora de conhecer os benefícios de estabelecer uma rotina programada: 

  • ajuda a ter e manter o foco;
  • estimula a capacidade de concentração;
  • aumenta a produtividade;
  • otimiza o uso do tempo;
  • intensifica o desempenho;
  • maior regularidade de estudo;
  • evita as distrações;
  • fortalece a memorização;
  • personaliza o método de aprendizado. 

Viu como estudar em casa pode surpreender, ser vantajoso e causar forte impacto nos seus objetivos e metas? Com essas dicas será mais fácil montar e seguir o seu cronograma diário sem aquele sentimento de obrigação na dedicação aos estudos. 

Gostou do post? Então, compartilhe em suas redes sociais para que mais pessoas tenham acesso a essas informações! 

Método Pomodoro: veja o que é e como utilizar para melhorar a gestão do seu tempo

Uma rotina bem organizada e fluida é a chave para ter um bom desempenho nos estudos e no trabalho. Para auxiliar nesse processo, foram surgindo ao longo dos anos várias metodologias, sendo o Método Pomodoro uma das mais efetivas técnicas de memorização.

Embora esse tema sempre aborde o campo mental, é importante ressaltar que a regra também é válida em atividades físicas.

Sabendo disso, vamos falar um pouco sobre como funciona o Método Pomodoro, indispensável para garantir que o seu tempo de estudo seja bem aproveitado. Vamos lá?

O que é o Método Pomodoro?

O Método Pomodoro é uma técnica para estudos e gerenciamento de tempo, nomeada por Francesco Cirillo, no ano de 1980. Para executá-la, é necessário utilizar apenas um cronômetro.

O aparelho, na Itália, possui a forma clássica de um tomate, um “pomodoro”, como a fruta é chamada no país. Assim surgiu o nome do método.

O Pomodoro também requer alguma forma de anotação. Neste caso, nada melhor do que o bom papel e caneta. Caso queira utilizar o celular para isso, lembre-se de desligar o Wi-Fi para evitar distrações que possam te atrapalhar.

Como funciona o Método Pomodoro?

O tempo é gerenciado em ciclos de quatro marcações, chamadas de pomodoro. São definidos pequenos intervalos entre eles, evitando que o trabalho/estudo fique cansativo. Após o ciclo completo, você pode recomeçar caso necessário.

Um ciclo inteiro pode ser dedicado apenas para uma longa tarefa ou então para quatro menores. Dessa maneira, o Método Pomodoro vai te ajudar a fugir da procrastinação e aprimorar sua rotina de estudos.

O uso das anotações será para quando surgirem pontuações importantes sobre a tarefa que está se concentrando. Você não pode desviar sua atenção, portanto, deverá anotar o item para não esquecer e dar atenção para isso depois.

Passo a passo para aplicar o Método Pomodoro na sua rotina

O primeiro passo é listar suas tarefas pequenas ou, então, separar uma grande em tópicos, buscando organizar por ordem de prioridade.

Você também deve fazer uma estimativa de quanto do seu tempo deseja focar nisso. Não há um limite máximo, mas há um tempo mínimo de 2 horas indicado.

Com isso em mente, você vai definir quanto um pomodoro vai durar. O padrão é de 25 minutos focados nos estudos e 5 minutos de intervalo. Se você tiver menos de quatro marcações, os intervalos também devem diminuir para 3 minutos.

Caso você queira ultrapassar as duas horas, é importante que o quarto intervalo seja mais longo (de 10 a 30 minutos, no máximo) antes de retomar suas tarefas. Assim, você completa o ciclo de 4 marcações e inicia um novo do zero.

Onde usar o Método Pomodoro?

Além de utilizar o método para estudo e trabalho, você pode dedicá-lo às atividades físicas, que também exigem concentração mental.

Este tipo de uso é recomendado para ações que exigem maior concentração e coordenação motora (como ginástica e artes marciais), já que os pequenos intervalos facilitam o condicionamento do corpo.

Por facilitar o aprendizado de tarefas no geral, o Método Pomodoro é usado por músicos durante suas longas horas de estudo em um instrumento, fixando a memória muscular e concentração exigida. Para essa fixação, o pequeno intervalo de cinco minutos é crucial.

Como usar a técnica Pomodoro para estudar para o ENEM?

É muito importante usar outros planos de organização junto ao Pomodoro para melhorar a eficácia. Afinal, esta metodologia não define o que você estudará, mas sim como vai estudar. Então, talvez seja uma boa ideia criar um calendário para se programar.

Como já mencionado, o primeiro passo é selecionar as tarefas ou um grande tema. No caso de uma preparação para o ENEM, isso significa criar um plano de estudos e dividir em tópicos cada uma das matérias.

Alguns aplicativos que irão te ajudar a aplicar a técnica Pomodoro

Um simples cronômetro de celular basta para empregar a técnica, mas existem aplicativos especializados que facilitam, e muito, a sua execução. Na verdade, não apenas apps, como também sites que podem ser acessados a qualquer momento no seu navegador.

Dentre eles, os quatro mais famosos são:

Agora que sabe como o Método Pomodoro pode ser fundamental para que você organize sua rotina de estudos e mantenha a concentração necessária para um aprendizado eficiente, que tal separar algumas horinhas do dia para ajeitar as tarefas atrasadas?

E aí, esse artigo foi útil para você? Caso tenha gostado, confira nosso conteúdo com outras técnicas de memorização e aprimore mais ainda sua capacidade de concentração!

Entenda o que é formação de palavras e suas aplicações no Enem

A formação de palavras é um processo essencial da língua portuguesa, pois permite a criação de novos vocábulos e amplia a capacidade de comunicação. 

Entender como as palavras são formadas e quais são as classificações e processos envolvidos é fundamental, já que o Enem frequentemente cobra esse tipo de conhecimento em questões de gramática e interpretação de texto.

A seguir, vamos explorar o que é a formação de palavras, suas classificações e os principais processos envolvidos, além de mostrar como esse conteúdo pode ser aplicado no exame. Boa leitura!

O que é formação de palavras?

A formação de palavras é o processo de criação de novas palavras a partir das já existentes ou elementos primitivos da língua. Isso pode ser feito por meio de diferentes técnicas que combinam raízes, prefixos, sufixos e outros elementos linguísticos para gerar termos com novos significados.

Esse processo é fundamental para o desenvolvimento da língua, permitindo que ela evolua e se adapte a novas realidades. 

No Enem, a formação de palavras aparece em questões que envolvem a análise de vocabulário, interpretação de textos e na construção de uma boa redação.

Como elas são classificadas?

As palavras na língua portuguesa podem ser classificadas de acordo com a sua origem. Confira os detalhes das categorias principais!

Palavras primitivas

As palavras primitivas são aquelas que não derivam de outras palavras já existentes na língua. Elas funcionam como base para a formação de outros vocábulos e geralmente são mais antigas. 

Exemplos de palavras primitivas incluem “casa”, “flor” e “pedra”. Elas são fundamentais no processo de derivação, servindo de base para a criação de palavras mais complexas.

Essas palavras são essenciais para a compreensão do vocabulário, já que muitos termos mais complexos derivam diretamente delas. 

No Enem, identificar palavras primitivas pode ser necessário em questões que envolvem análise morfológica ou interpretação textual.

Palavras derivadas

As palavras derivadas, por outro lado, são formadas a partir de palavras primitivas, por meio da adição de afixos (prefixos e sufixos) ou outros processos de modificação. 

Por exemplo, “florescer” deriva de “flor”, e “pedreiro” deriva de “pedra”. Essas palavras são muito comuns no dia a dia, pois a derivação é um dos processos mais produtivos de formação de palavras.

No contexto do Enem, reconhecer palavras derivadas ajuda a entender a lógica da língua, especialmente em questões de interpretação de textos ou na análise de significados.

Quais são os processos de formação de palavras?

Existem vários processos que permitem a criação de novas palavras na língua portuguesa. A seguir, vamos explorar quais são eles e suas aplicações.

1. Derivação

A derivação é o processo mais comum de formação de palavras e acontece quando um afixo (prefixo ou sufixo) é adicionado a uma palavra primitiva, formando um novo termo. Existem diferentes tipos de derivação:

  • derivação prefixal: quando se adiciona um prefixo, como em “infeliz” (in- + feliz);
  • derivação sufixal: quando se adiciona um sufixo, como em “felicidade” (feliz + -dade);
  • derivação prefixal e sufixal: quando há adição de prefixo e sufixo simultaneamente, como em “deslealdade” (des- + leal + -dade);
  • derivação parassintética: quando o prefixo e o sufixo são adicionados ao mesmo tempo e a palavra não existe sem esses afixos, como em “envelhecer” (en- + velho + -ecer).

A derivação é um tema recorrente em questões do Enem, pois envolve o conhecimento de morfologia e semântica.

2. Composição

A composição ocorre quando duas ou mais palavras ou radicais se unem para formar uma nova palavra. Ela pode ser classificada em dois tipos:

  • composição por justaposição: quando as palavras se unem sem alterações em sua estrutura original, como em “guarda-chuva” (guarda + chuva);
  • composição por aglutinação: quando há alterações na estrutura das palavras que se unem, como em “planalto” (plano + alto).

Esse processo também aparece no Enem, especialmente em questões que pedem a análise de estruturas de palavras e seu significado.

3. Neologismo

O neologismo é o processo de criação de novas palavras para designar novos conceitos, objetos ou tecnologias. 

Com o avanço tecnológico e mudanças culturais, novos termos são constantemente criados. Por exemplo, “selfie” e “streaming” são neologismos que surgiram recentemente.

No ENEM, os neologismos podem ser abordados em questões que discutem o impacto das novas tecnologias e tendências culturais na língua.

4. Onomatopeia

A onomatopeia é a formação de palavras a partir da imitação de sons. Palavras como “tic-tac” (relógio) e “miau” (som do gato) são exemplos de onomatopeias. 

Elas são usadas para representar sons específicos na escrita e são bastante comuns em textos literários e quadrinhos.

Esse processo de formação de palavras pode aparecer no Enem em questões relacionadas à análise de figuras de linguagem e ao estilo de escrita.

5. Hibridismo

O hibridismo é a formação de palavras a partir da combinação de elementos de línguas diferentes. Um exemplo é a palavra “automóvel”, que combina o radical grego “auto” (por si mesmo) e o radical latino “móvel” (movimento).

O Enem pode abordar esse processo para discutir a influência de diferentes culturas e línguas na formação do português moderno.

6. Abreviação

A abreviação é a criação de novas palavras por meio da redução de palavras já existentes. Um exemplo é a palavra “foto”, que é a forma abreviada de “fotografia”. 

Esse processo é comum na linguagem coloquial e em textos informais, mas também aparece em contextos mais formais, como em nomes de organizações e siglas.

A abreviação é um fenômeno frequente na comunicação cotidiana e pode ser abordada no Enem em questões de linguística ou interpretação textual.

No geral, a formação de palavras é um tema fundamental na língua portuguesa e no Enem. Saber identificar e classificá-las, além de entender os processos envolvidos na criação de novos vocábulos, é essencial para quem deseja ter um bom desempenho na prova. 

No Enem, esse conteúdo pode ser cobrado tanto em questões objetivas quanto na redação, por isso é importante dominar esses conceitos e suas aplicações.

Se você quer se aprofundar ainda mais nesse assunto e aprimorar suas habilidades gramaticais, não deixe de conferir nosso conteúdo sobre Português no Enem e mantenha-se atualizado!

Enem digital ou impresso? Conheça as diferenças e escolha o formato ideal para você

Você sabia que é possível escolher entre o Enem digital ou impresso na hora de realizar uma das provas mais importantes do ano? 

Esse modelo digital foi implementado recentemente e é natural que nem todos os estudantes dominem os detalhes referentes a esse tipo de prova. 

Para esclarecer melhor esse tema, preparamos um conteúdo com as principais informações acerca do assunto, te ajudando a decidir pelo método que seja mais conveniente para você. Confira! 

O que é Enem digital? 

O Enem digital é a versão digitalizada da prova do Exame Nacional do Ensino Médio, que teve sua primeira edição realizada nos dias 31 de janeiro e 7 de fevereiro de 2021. Ela seguiu o mesmo formato que a versão impressa, com as mesmas exigências tanto para as respostas das questões quanto para elaboração da redação. 

Como funciona o Enem digital? 

No Enem digital, os estudantes realizam a prova por meio do computador de uma instituição de ensino selecionada pelo Inep.  Isso significa que, apesar de ser digital, a avaliação não pode ser feita na casa do candidato. 

Isso mostra que, em termos de fiscalização em ambiente presencial, os critérios utilizados os mesmos, seja para o Enem digital ou impresso. 

Qual a diferença entre o Enem digital e impresso?  

A maior diferença entre o Enem digital e impresso está no formato da prova e no modo de responder as questões. Ou seja, enquanto na modalidade digital os estudantes respondem pelo computador, o modelo impresso mantém as respostas manuscritas. 

Além disso, o número das vagas para as inscrições no Enem digital é limitado, esgotando-se após completar a cota de inscritos. 

Vale destacar, também, que para participação na prova digital, é necessário que o estudante já tenha concluído o ensino médio ou esteja concluindo no mesmo ano de aplicação da prova.   

Qual a vantagem de fazer o Enem digital?  

Por meio desse modelo digital da aplicação do Enem, os candidatos podem se deparar com questões mais interativas. 

Isso permite que o processo avaliativo se torne mais dinâmico, tendo em vista a facilidade de analisar as questões e respostas computadas. 

Para os estudantes que preferem realizar a prova no modelo digital, essa é uma vantagem interessante e compatível com suas escolhas. 

Qual a desvantagem do Enem digital? 

Uma das maiores desvantagens está focada nas questões de infraestrutura da instituição de ensino responsável por aplicar a prova. 

Isso exige que a escola tenha uma rede de computadores funcionando em perfeito estado, a fim de garantir que os alunos consigam realizar o teste sem problemas com o sistema operacional ou conexão. 

Por isso, as escolas públicas que não contam com laboratórios de informática precisam passar por um maior investimento para aplicação do Enem digital. 

Como é a redação do Enem digital? 

As redações do Enem digital e impresso são as mesmas, mantendo o formato já conhecido tradicionalmente.  Ou seja, os estudantes devem desenvolver o texto de forma manuscrita, em folha de papel, contando também com uma folha de rascunho. 

Além disso, são avaliadas as competências básicas para desenvolvimento do texto, nas quais o estudante deve demonstrar domínio das normas da língua escrita.  

Em relação ao tema, o aluno deve compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento.  Isso é essencial para desenvolver o assunto, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo.  

É nessa parte que o estudante seleciona, relaciona, organiza e interpreta informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista. 

Aliás, ao longo de todo texto, os alunos devem demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação.  

Por fim, na conclusão da redação, os candidatos devem elaborar uma proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos. 

Estrutura da prova do Enem digital 

A estrutura da prova continua no mesmo formato, seja para o Enem digital ou impresso. Dessa forma, é mantida a quantidade de 45 questões de múltipla escolha para cada área vinculada ao processo avaliativo. 

Listamos, a seguir, as principais matérias que caem no Enem. Confira: 

  • Linguagens, códigos e suas tecnologias; 
  • Ciências humanas e suas tecnologias;
  • Redação dissertativa-argumentativa; 
  • Ciências da natureza e suas tecnologias; 
  • Matemática e suas tecnologias.  

Como é a aplicação do Enem digital?  

De modo geral, a aplicação do Enem digital segue protocolos semelhantes ao do presencial. No entanto, a diferença está concentrada apenas nas etapas para realização das provas. 

Confira o passo a passo referente a aplicação do Enem digital: 

  1. Apresentação dos documentos; 
  2. Acesso ao computador; 
  3. Recebimento das folhas de rascunho; 
  4. Entrega das chaves de acesso; 
  5. Início da prova mediante orientação dos fiscais; 
  6. Segunda chave de acesso para confirmar o término da prova. 

Vale destacar que os fiscais da prova podem orientar melhor os passos que os estudantes devem seguir no dia do ENEM digital.  

Isso inclui dúvidas que envolvem a pausa da prova, navegação pelo sistema e dicas básicas para realizar o Enem digital e marcar as questões. 

Como se inscrever para o Enem? 

As inscrições para o Enem podem ser realizadas diretamente na página do participante

Dessa forma, os estudantes devem se manter atentos aos prazos vigentes em cada ano, considerando as datas estabelecidas pelo MEC.  

Além disso, também é possível consultar o resultado dos anos anteriores, caso os estudantes queiram entender as indicações pedagógicas da prova. 

Agora que você já conhece as principais diferenças entre o Enem digital ou impresso, decida qual deles é mais conveniente para você, analise bem as regras de aplicação e faça sua inscrição para participar da prova.

Gostou desse artigo? Aproveite e leia sobre como estudar para o Enem para desenvolver ainda mais seu conhecimento e mandar muito bem na hora da prova!